segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

6º DIA ESTRADA REAL - CATAS ALTAS A OURO PRETO 06/01/14

 Então vamos atualizar o blog. Com dificuldade de acesso a internet, acabei deixando de atualizar, mas antes tarde do que nunca.
Meu sexto dia começou depois de um café simples e chorado na pousada. Conforme tinha dito no post anterior tive que negociar o café por ser o unico hospede. Como sempre me dirigi ao lugar de onde encerrei meu percurso no dia anterior, quase sempre de frente a uma igreja. Fiz algumas fotos da bela serra que parece guardar o lugarejo tornando uma vista espetacular. Ultimos check-ups e percebi que desta vez estava acompanhado. Um cachorro bem simpatico estava do meu lado olhando daquele jeito que dá vontade de levar para casa. Comecei a pedalar e de repente me vi com sua compania. Latindo de um jeito que parecia que falar alguma coisa comigo, foi me seguindo. A manhã estava muito agradavel e o pedal começou a render. Ao longe era possivel avistar uma ferrovia que passa no pé da bela montanha que foi meu cartão postal por um bom tempo. E o cachorro estava lá comigo, sempre alerta, era eu pegar uma descida e lá estava ele correndo com a lingua de fora de meu lado. Como o desgaste dele era grande para me acompanhar, fiquei preocupado e queria que ele ficasse por ali e voltasse, mas nada de desistir. Até que cheguei em um lugarzinho chamado Morro da Agua Quente. Uma vila bem simpatica e bem pacata, onde os muros que cercam varias casas são feitos de pedras empilhadas do modo antigo. Ali parei numa fonte e providencia água para meu amigo canino. Também ofereci uns biscoitos mas ele não quis. Enquanto fotografava o local eis que aparece um gato e na mesma hora o cão sai correndo em direção ao felino. Foi minha deixa para sair de fininho sem que ele me visse. Confesso que pedalar sem a companhia do cachorro foi bem chato, foram só 7 km que deram para acostumar. Mas assim foi melhor, até porque saindo do lugar peguei uma rodovia bem chata, sem acostamento e bem tensa de caminhões. De volta ao estradão de terra batida misturada com minério pude presenciar a fauna do lugar, micos por todos os lugares atravessavam a estrada de um lado para o outro. Após 18 km aproximadamente, cheguei em Santa Rita Durão onde então tive uma triste constatação. Os moradores do local, pelo menos os que eu tive contato não se interessam pela turismo e pela estrada real. Para eles isso é um atraso e que o negocio esta na mineração que rola atras de um morro qualquer da região. Pena ouvir isso, mal sabem eles que muita gente gostaria de estar fazendo o que eu faço, de explorar mais a região, de conhecer as belezas do lugar e que eles tem algo de precioso que precisa ser preservado e dado maior valor. Porem não seria eu, colocar na cabeça dos moradores o que eu penso, apenas dei minha versão e contrariado deixei o local... Na saida de Santa Rita vi uma bela igreja onde uma pessoa lavava sua frente e as portas encontravam-se abertas. Para não perder a oportunidade pedi para conhecer o interior e a mulher que lavava falou que era proibido entrar para conhecer, que ali era apenas um lugar antigo e que estava prestes a cair. Deixei então a cidade com a confirmação de que ali a mineração é mais forte e que as pessoas não estão preparadas para receber os turistas. Sacudi a poeira e fui direto para Camargos mas antes peguei uma gostosa descida que me levou ao povoado de Bento Rodrigues, onde fiz uma breve parada para repor as energias, já que o sol começava a esquentar. 7 kms depois cheguei então no povoado que pertence a cidade de Mariana chamado de Camargos. Pequeno o lugar mas que ostenta uma bela igreja e uma escadaria na sua frente. Ganhei um bom tempo ali registrando o lugar, cada angulo era possível fazer uma foto fantástica. Como ali não tinha muita coisa para fazer e nem comer e já chegava a hora de almoçar, tratei de seguir viagem para Mariana. No inicio sempre subindo, suave mas subindo, até tudo que sobe uma hora tem que descer, eis que chega uma descida e então já podia avistar a cidade. Bela Mariana, ainda não conhecia, o lugar é lindo e bem conservado, pena que nos andares térreos dos antigos casarões funcionam lojas de comercio. Menos mal que a fachada continua autentica sem modificações. Parei para almoçar e um garçom falou que eu podia colocar minha bike lá junto das mesas do restaurante. Estranhei, porque o restaurante estava bem cheio e o lugar iria atrapalhar, ele me ajudou e no papo que batemos descobri que também era ciclista e que sempre que podia fazia as trilhas da região. Como de costume, meu almoço foi daqueles reforçado, com um bão descanso logo em seguida na frente de uma igreja. O sol estava rachando e mais uma vez eu esperava a coragem chegar para completar meu percurso até Ouro Preto. Quando lembrei que era apenas 11 km porem de subida constante resolvi encarar e chegar mais cedo no local onde eu passaria a noite. E lá fui eu, percorrendo quilometro por quilometro até Ouro Preto. Já era possivel avistar a cidade e a vontade de chegar fazia com que parecesse que estava pedalando em uma parte plana. Era então a conclusão da primeira parte da viagem. CAMINHO DOS DIAMANTES, CONQUISTADO!!!!!!!! Tudo correrá bem até aqui, nenhum problema mecânico, eu me sentia bem, sempre disposto e muito feliz. Parei ali naquela praça central de Ouro Preto e por alguns minutos fiquei pensando o quão duro foi chegar ali e também lembrei das belas paisagens que presenciei pelo caminho, dos momentos árduos de sol a finco que me fizeram derreter literalmente de suor, das pessoas que conheci até ali e que meu caminho não terminava ali, eu precisava ir mais além, mais coisas vinham pela frente. Pensando ali fiquei até que apareceu o senhor Pedro que me direcionou para uma pousada proxima do centro. Nesta hora queria só tomar um belo banho e ficar de pernas por alto descansando. Alias, tirei um dia interio para descansar, pois acho que eu merecia...

 Catas Altas.








 Meu companheiro.



 Ruas e casas de Morro da Agua Quente.









 Santa Rita Durão.
















 Bento Rodrigues.




 Chegando a Camargos.


















 Hora chata essa!














 Ouro Preto.




 Um passeio a noite pela cidade.










7 comentários:

Djalma disse...

Histórias Bacanas, você terá que escrever um livro.
Parabéns.

Djalma disse...

Histórias Bacanas, você terá que escrever um livro.
Parabéns.

Penélope Lúcia disse...

Mais uma vez encantada com seu post; suas fotos estão maravilhosas, perfeitas.
Parabéns!

Penélope Laura disse...

Muito linda e incrível sua cicloviagem. Não pode mesmo deixar de fazer um livro.
Parabéns!!!!

marcelo adriano rocha disse...

linda aventura.

Wiliam J disse...

Estes dias eu e meus amigos subimos a serra de Catas Altas (a pé), para acampar perto dos picos. Esse mesmo cachorro nos seguiu desde a igreja até o acampamento. Inclusive cheguei ao seu blog procurando por "cachorro trilha catas altas" hehe. Realmente é uma ótima cia, educado, inteligente e esperto demais!! Inclusive o apelidamos de "Valente".

Eliane Saboto disse...

Puxa muito legal viu. Mas o simpático cachorrinho me deixou triste...Será que ele sobreviveu?